Homem-Aranha nº 31 (Abril) foi publicado em 14 janeiro de 1986, com 84 páginas, em formatinho (13,5 x 19 cm), colorido e preço de capa Cr$ 6.000,00. O título Homem-Aranha (1983-2000, Abril) somou 205 edições.
ASAS PARA A ETERNIDADE, com argumento de Roger Stern, desenhos de John Romita Jr., arte-final de Pablo Marcos, cores de Sérgio Vilela e letras de Ailton Morise, foi publicada originalmente em The Amazing Spider-Man n° 224 (1982, Marvel Comics). O idoso Adrian Toomes, o Abutre, foge da prisão e se esconde em um asilo. Seria até um bom disfarce. O que ele não esperava é que uma de suas colegas de asilo, May Parker, recebe a visita de seu sobrinho, Peter Parker (Homem-Aranha), que o reconhece. Desmascarado, após uma luta contra o seu rival Homem-Aranha, o Abutre consegue escapar. História divertida e bem no estilo dos desenhos animados antigos do ‘Amigão da vizinhança’.
O OURO MALDITO, com história de Bill Mantlo, desenhos de Ed Hannigan, arte-final de Jim Mooney, cores de Carmen Tzanno e letras de Lilian Mitsunaga, foi publicada originalmente em Peter Parker, The Spectacular Spider-Man n° 62 (1982, Marvel Comics). A organização criminosa Maggia encarrega o Escaravelho Dourado para roubar um carregamento de ouro que estará na Universidade Empire State para uma experiência. Adivinha qual estudante está envolvido nesta experiência com ouro e radiação? Peter Parker! Então resta ao Homem-Aranha recuperar a carga e ainda salvar os bandidos, pois o ouro contaminado por radiação se tornou mortal. E o Escaravelho Dourado? (pegando ar) Ele tem um uniforme folheado com OURO, sua arma paralisa as pessoas cobrindo elas com uma camada de OURO e sua gigantesca nave, em forma de escaravelho, é feita de OURO. Esse puto rouba só de zoeira? (risos)
Na seção de cartas desta edição, TEIA DE LEITORES, João Paulo Martins, o Jotapê, conta como divide seu tempo entre exercer medicina, traduzir quadrinhos e ajudar o editor Helcio de Carvalho com a cronologia a ser publicada no Brasil. Hoje nós sabemos que o negócio do Doutor era retalhar tudo mesmo, fazendo histórias originais de 24 páginas saírem com 17 por aqui. Não esqueçam o que foi feito em Guerras Secretas (risos). A edição também conta com 7 páginas do especial FORÇA DOS VILÕES, trazendo uma ficha dos principais vilões da Marvel, no estilo Super Trunfo. Uma curiosidade é a ficha do Justiceiro (The Punisher) aparecendo como vilão.
NAQUELA NOITE..., com argumento e arte de Barry Windsor-Smith, cores de Sérgio Vilela e letras de Edison Gasparim, foi publicada originalmente em Marvel Fanfare n° 15 (1984, Marvel Comics). Essa é a melhor história da revista, simples e muito divertida. Basicamente, mostra Johnny Storn (o Tocha Humana do Quarteto Fantástico) pregando peças no Coisa num dia primeiro de abril e como esses pequenos trotes vão deixando o grandão prostituto da vida: hilário! Nada de crimes e vilões, apenas dois amigos brincando um com o outro. As brincadeiras são um pouco exageradas? Sim, mas é um comportamento bem humano e que aumenta nosso envolvimento com a história.
Na primeira metade da década de 1980, o ‘Cabeça de Teia’ já era muito popular e marcou a minha geração principalmente pelas aparições na televisão, como na série Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man, 1977-1979), com Nicholas Hammond no papel de Peter Parker, e no desenho animado Homem-Aranha e Seus Amigos (Spider-Man and His Amazing Friends, 1981-1983), com 24 episódios divididos em 3 temporadas. A série de Hammond foi cancelada depois de apenas 13 episódios, incluindo um filme piloto em 1977, e vi muitas reprises na extinta Rede Manchete. Por falar em reprises, a série Homem-Aranha (Spider-Man) da Gantray-Lawrence Animation (1967-1968) e da Krantz Films (1968-1970) se tornou icônica pela sua música de abertura: “Spiderman, Spiderman! Does whatever a spider can! Spins a web, any size! Catches thieves just like flies! Look out! Here comes the Spiderman!”



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